terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Dica de dicas

O Economics Degree formulou 100 dicas de sites/blogs para economistas, agregados e admiradores (secretos ou não) visitarem, nos quais boa parte dos vastos tópicos da disciplina, se não todos, são abordados em diferentes níveis. Vale conferir.

Hey Ho Finanças Baby!

O site do Henrique Carvalho, HC Investimentos, possui diversas informações muito úteis pro pessoal começar a dar os primeiros passos em finanças de uma maneira simples, clara, organizada e direta. Além de conhecimento, o site ainda disponibiliza bases de dados e planilhas super bem feitas - como neste caso aqui - que podem ser ajustadas aos próprios interesses dos leitores. Fortemente recomendável pra quem quer sair do zero no assunto.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Como não amar o FRBSL?

Este post no blog do professor Diebold é um ode ao Federal Reserve Bank of St. Louis e sua incrível base de dados. Os aplausos são mais que merecidos, não somente a este como também a outros FED's cujas ricas bases de dados são disponibilizadas gratuitamente para que milhares de pesquisadores-alunos-bolsistas juniores, como eu - ou não - possam utilizá-las em seus estudos.

Uma dia, quem sabe, a gente consegue algo semelhante na América Latina.

Dica do Claudio Shikida no De Gustibus Non Est Disputandum

domingo, 22 de dezembro de 2013

Novidades antigas em Econometria de Séries de Tempo

O National Bureau of Economic Research (NBER) organizou um mini-curso em 2008 sobre as novidades da época em Econometria de Séries de Tempo, cujos organizadores foram James Stock e Mark Watson. Pra quem quer acelerar o catch up nos tópicos avançados da disciplina eu sugiro dar uma olhada no What's New in Econometrics-Time Series.

Selecionados Doutorado em Economia - UFRGS/2014

Segue a lista dos selecionados para os cursos de doutorado em Economia - Aplicada e do Desenvolvimento - da UFRGS com ingresso em 2014. Aos selecionados, parabéns! Nos vemos ano que vem!

domingo, 29 de setembro de 2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Manifesto da Econometria Política

Esse é um clássico. Já está por aí há não sei quanto tempo e é divertidíssimo e atual.
Eis aí:

Nós, os econometristas políticos, em nome da honra de nossa profissão (seja lá o que isto for), vimos por meio deste manifesto demonstrar nosso repúdio aos métodos quantitativos burgueses, neoclássicos, ortodoxos, tradicionais, estáticos e reacionários (vide M. POÇÇAS, 1988, pág. 24) e resgatar os valores político-sociais-morais-ideológicos-dialéticos-culturais-dinâmicos-e-acumulativos-de-capital: o caso brasileiro (vide M.C. TAVARICH, 1988, pág. 24) que hoje se põem como a única alternativa viável à feudalização da Econometria Brasileira (vide L.C. BELEZZA, Anais do XXIV Congresso do PE do B, 1988, pág. 24). Propomos uma nova formulação crítica da Econometria Política fundamentada nos princípios que se seguem:

1. Por que, de maneira autoritária, se impõe E(u) = 0? Isto é uma forma afintosa de camuflar a apropriação do excedente da clafe trabalhadora. Por que não 12% ao ano? (a este respeito vide F. GASPARIAN, 1988, Paz & Terra, pág. 24);
2. Por que o erro é denotado por “u” e não “e”? Isto é mais um artífifio para confundir a clafe trabalhadora (vide W. BARELLI, 1988, pág. 24);
3. Quem, afinal, define porque o estimador é justo? A justeza do estimador só pode ser definida após uma ampla discussão democrática com a clafe trabalhadora (vide P. A. SAMPAIO JR., 1988, pág. 24);
4. A lógica totalitária da Econometria Neoclássica impõe que os coeficientes sejam ou positivos ou negativos. Por que não coeficientes dialétricos, positivos e negativos ao mesmo tempo? (vide J. C. Braga, 1988, pág. 24);
5. Por que utilizar variáveis quantitativas quando as relações essenciais de produção são qualitativas? Sem embargo (vide C. FURTADO, 1988, pág. 24), propomos a utilização apenas de variáveis dummy (vide LESSA DE QUEIROZ, 1988, pág. 24);
6. Por que utilizar séries de tempo lógico (não veja G. SCHWARTZ, 1988, pág. 24), quando o correto é utilizar séries de tempo histórico (agora sim, vide G. SCHWARTZ, 1988, pág. 24)

Dadas as inconsistências não-contraditórias, imorais, totalitárias e estáticas, entre a realidade dinâmica e a Econometria Neoclássica, propomos aqui o programa de pesquisa da Econometria Política:

1. Aceitar e questionar a existência do Erro Tipo III: admitir que esteja errado quando não está certo. (vide, p. ex., Don João Manuel, In: O Capitalismo Retardado, passim.);
2. Consertar a curva de demanda quebrada, que a Econometria Neoclássica permitiu, por mais de cinqüenta anos, que permanecesse no mais hediondo abandono, apesar dos esforços do companheiro Sweezy (vide OLIVEIRA DE CHICO, 1988, pág, 24);
3. Mudar a sede das simulações de Monte Carlo para Cubatão (SP) (conf. proposta de RUHYM AFFONSO, In: Por que eu sou marxista-quercista-leninista?);
4. Substituir as equações de diferença por equações de igualdade, de forma a não reproduzir a estrutura social injusta do capitalismo monopolista-maduro-caindo-aos-pedaços-e-retardado (vide P.T.P.L.S. – porque é de menor – no seu famoso compêndio Isto é uma mierrrrda; ou Lo que Cuércia realmente quiso decir, Edições BADESP, 1988, pág. 24);
5. Substituir os métodos de regressão linear, de cunho claramente monetarista e recessivo (vide Wilson TUBOS & CONEXõES, 1988, pág. 24), pela progressão não linear em retrocesso (vide F. Masuqqelli, A esculhambação em processo, 1988, pág. 24);
6. Trocar os nomes de heterocedasticidade, homocedasticidade, homossexualidade (SMITH, KEYNES & quiçá RICARDO, 1988, pág. 24) e multicolinearidade por nomes mais simples, como joão, manuel, cardoso, dimello (vide D. MUNOZ, Pobremas da infração brasileiras e brasileiros, 1988, pág. 24);
7. Substituir os índices de Laspeyres e Paasche pelo índice do DIEESE (vide P. BAU’TAR, 1988, pág. 24);
8. Criar, como pólo de debate nacional, a REVISTA DE ECONOMETRIA POLÍTICA, destarte (vide FURTADO, 1988, pág. 24), a ser editada pela Ed. Motta & Conexão Brasiliense (ligada a futura Universidade Federal Tecnológica de Tocantins – UFETOCAN – a 88 mil quilômetros e 24 metros de São Paulo, a partir da Sé), cujo Conselho Editorial será formado por Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Brecha Pereira, Nukano e Brecha Pereira

TODO PODER EMANA DO POVO, DE JOÃO, DE MANUEL, DE CARDOSO E DE MELLO

Campinas, primavera florida de 1988

Me, myself and Bastiat

Well, since my main readers(?) are from English-speaking countries, I think I'll have to switch the language of this blog from time to time. So this is gonna be my first post in English.
Let's start with what I'm doing now: a thesis project to submit to a PhD programm. I'm thinking of writing something about credit cycles, but I'm not sure what could be my main question. There are MANY questions around this theme, not only related to business cycles but also to regulatory issues, like the countercyclical capital buffer introduced in Basel III. So this is driving me crazy once the deadlines are comming closer and closer and if I don't show up here... well, you know where 'll be: in the library. If anyone wants to suggest something I'll be thankful.
Now let's cut the bullshit about me and start with the bullshit - or not - about Economics: Bastiat and his sarcastic way of criticizing protectionism. This is his most famous "sophism" and it is just hilarious. He starts with the announcement of a great terror for the domestic industry: a new foreign competitor, who has extremely competitive advantages and is stealing the market of lighting from the domestic industry. So they claim for an immediate and urgent solution from "above" - the government or, best said, papa. And who happens to be the bloody invader? ...

domingo, 15 de setembro de 2013

Bastiat - The right hand and the left hand

Uma crítica muito bem humorada ao valor-trabalho. Afinal, se mais dificuldade significa mais trabalho e mais trabalho significa mais riqueza...porque não proibimos o povo de usar as duas mãos pra executarem suas tarefas? Texto fantasticamente sarcástico do Bastiat, como prometido

Programming Language: R

Hey galerê,

no meu segundo post resolvi trazer algo útil. Pra quem está iniciando os contatos com o software estatístico R, aqui vai uma dica: o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) ofereceu um mini-curso este ano com dois professores da Universidade de Santiago de Compostela (Espaha) e gravou as aulas, disponibilizando-as pra download em sua página. Eu estive no minicurso tanto da Bea quanto to Febrero e vale muito a pena. Agradeço ao IMPA e aos dois professores pela oportunidade.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Estréia

Quem diria que um dia eu ia ter alguma coisa útil pra dizer ao mundo hein. Você achou que não? HA! Você acertou! Na verdade não tenho! Por isso criei esse blog; pra praticar diariamente (na média, e o desvio padrão nem vou comentar...) a escrita de baboseiras - fatos e idéias pelas quais ninguém daria um só tostão. As intenções são as melhores: se não for útil, que pelo menos seja divertido. ;)

Mas vamos começar explicando 2 coisas: O título do blog, "When the music stops" e a figura do elegante cavalheiro ao fundo (que poderá ser mudada,mas não por enquanto).

O primeiro você deve ter adivinhado na mosca: ahhh, é uma música do Eminem!...NÃO, ANIMAL! O título refere-se ao famoso comentário do ex-CEO do Citigroup, Charles "Chuck" Prince, em entrevista ao Financial Times em julho de 2007. “When the music stops, in terms of liquidity, things will be complicated. But as long as the music is playing, you’ve got to get up and dance. We’re still dancing.” 
O comentário causou impacto, uma vez que dava margem a diferentes interpretações. Mais tarde, quando convidado a se apresentar à Financial Crisis Inquiry Commission, Chuck Prince tentou esclarecer seu comentário de 3 anos atrás. "... what I was trying to convey was the sense that for a number of reasons, it was impossible, in my view, for any one major participant on its own to stop doing those kinds of loans. Nothing illegal about these loans. The question was were they on good terms for the lender, were they smart for the lender to do? And it was my judgment then and it is my judgment now that it was impossible for any individual institution to simply say I am not going to do that anymore."

Já o cavalheiro de plano de fundo é o francês Frédéric Claude Bastiat, economista e jornalista do século XIX, famoso por suas críticas satíricas e bem humoradas contra o intervencionismo estatal, o protecionismo e as idéias socialistas que começavam a pipocar pela França e outros países naquela época. Apesar de não abraçar sua causa totalmente, aprecio seu senso de humor. Esse cara tem uns textos fantásticos. Em breve devo postar alguns. Agora vou dormir. Hasta luego!